A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou, em conjunto com vigilâncias sanitárias locais, a operação "Estética com Segurança", que fiscalizou clínicas de estética em diferentes regiões do país. O resultado: irregularidades foram identificadas em todas as unidades inspecionadas, com destaque para o uso indevido de substâncias como fenol e PMMA (polimetilmetacrilato), aplicadas fora dos padrões de segurança.
A ação reforça um ponto importante: clínicas de estética são classificadas oficialmente como serviços de interesse à saúde, sujeitas a normas rígidas de biossegurança e infraestrutura, como a RDC 50/2002 da própria Anvisa.
Esse tipo de fiscalização, embora possa soar como má notícia para o setor, é na verdade uma boa notícia para quem opera dentro da lei. Ela reforça a diferença entre negócios sérios, regularizados e comprometidos com a segurança do paciente, e operações irregulares que colocam em risco a saúde de quem confia nelas.
Para clínicas regularizadas, aparecer num diretório nacional de qualidade funciona como um selo adicional de credibilidade: mostra ao consumidor, de forma transparente, que aquele profissional ou clínica tem endereço, categoria e informações verificáveis — justamente o oposto do perfil de clínica irregular que a fiscalização busca coibir.